julho 23, 2012

Bloody Fetish


Título: Bloody Fetish

Sinopse:  A primeira cria de um dos vampiros de sangue-puro que vivia na escuridões em uma mansão afastada de uma cidade se rebela e volta-se contra seu criador e contra todo o grupo. Durante uma noite, esse mesmo homem decide criar seu primeiro recruta, mas a experiência dá errado e o que ele sempre foi obrigado a temer e até nem acreditava tornou-se real. Agora que LeeTeuk descobriu o que seu antigo filho arma, terá que correr contra o tempo e contra ele para encontrar as quatro pessoas que o derrotarão.



Gêneros: Amizade, Aventura, Darkfic, Lemon, Drama, Romance, Yaoi, Mistério e Universo Alternativo.
Contém: Álcool, Homossexualidade, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura e Violência. 
Couples: HanChul, EunHae, KyuMin, KangTeuk, YeWook, SiBum, ZhouRy (principais).



Prefácio.





Havia cerca de seis meses que o homem de cabelos negros saíra de casa, com o intuito de se tornar o próprio mestre. O dono da própria vida, para fazer o que bem entendesse com ela. O céu estava negro - tão negro quanto ébano -, a lua brilhava intensamente, por culpa do contraste singular e esplêndido que ali ocorria.
 O homem olhou para cima, sentindo o vente bater-lhe o rosto, acariciando sua pele de forma tão sutil que soava como bruta.
Aquele tipo de tempo lhe deixava nostálgico. Lembrava-se da imagem de seu criador, com raiva e pesar contidos naqueles olhos bem marcados e castanhos que o deram uma nova vida. Infelizmente defendia os ideais opostos que seu mestre, e por isso resolvera dar um basta e sair porta afora e ser seu próprio dono.
Numa certa noite de verão, o homem decidira criar seu primeiro ajudante. Vigiou o dia a dia de outro homem, um ruivo, que media por volta de um metro e sessenta e sete de altura, o físico bastante agradável, e possivelmente um ótimo lutador. Quando este saía do trabalho, costumava passar por uma rua demasiada deserta.
Numa dessas noites, quando o garoto estava um tanto quanto bastante distraído, resolveu atacá-lo. Carregou-o para um beco seguro onde nem sequer deu-se ao trabalho de puxar a gola da camisa do menino - por causa do tempo, este estava com uma camiseta fina -, o ser místico fincara suas presas na pele alva, sugando um pouco do sangue, por bel prazer.
Assim que soltou a jugular do ruivo, este talvez por pânico, desmaiou, sendo carregado sem muito cuidado pelo vampiro, que andou alguns metros até encontrar seu carro, onde jogou o menino no banco traseiro e partiu para o refúgio de sua casa sem conhecimento alheio.
Algumas horas se passaram, e o rapaz de cabelo laranja acordou, levemente desnorteado. Exigiu saber onde estava e por que diabos aquele homem fizera esse tipo de coisa com ele. Ligando uma coisa com outra, o menino soube que o homem à frente tratava-se de uma criatura; de um vampiro.
Contudo, sua mente recusava-se a acreditar.
Infelizmente sabia que não adiantaria mentir para si mesmo, não enquanto tivesse que olhar nos mares negros que eram os olhos dele e presenciar o ódio e a avareza ali. Um tempo correu e o vampiro nada respondia; o garoto desistiu de perguntar.
O homem adentrou á casa, com algumas sacolas nas mãos, colocando-as em seguida em cima de uma mesa qualquer, avisando ao rapaz que aquilo era o alimento dele para as próximas horas. O vampiro se perguntava por que estava demorando tanto, por que ele não estava agonizando em um canto qualquer.
Sessenta horas.
Enfim o ruivo soltara um rugido dolorido do fundo da garganta, largando o copo de água que segurava e tentava veemente beber ao chão, estatelando-se e espalhando cacos de vidro por todo o local, num tornado de dúvidas. A perna endureceu-se, não o permitindo andar corretamente. Consequentemente, deixou o corpo pender pesadamente para o lado, encontrando-se com uma parte do colchão. Suas costas não conseguiram se apoiar corretamente, e por tal motivo, seu corpo escorreu por inteiro até encontrar-se deitado, contorcendo-se ao chão, como se houvesse sido envenenado.
O vampiro levantou-se do sofá em que estava concentrado lendo algum livro, e pôs-se de pé, observando o garoto agonizar. Sorriu de canto enquanto percebia o quanto o rapaz tentava falar algo, perguntar, ou talvez apenas gritar de dor e raiva. Seus olhos correram o corpo inteiro do menino; o sorriso irônico e vitorioso ainda nos lábios.
"Você se transformará em algo como eu." Disse-lhe em baixo tom, vendo-o arregalar os olhos, forçando-se a deixar de mentir para si mesmo e encarar o que acontecia. Transformar-se-ia em um monstro. Não teria mais a vida que levava, não poderia trabalhar, juntar seu dinheiro, muito menos finalizar seus estudos, e pior do que tudo, não conseguiria pedir a mão da mulher que amava em casamento. Nunca mais poderia vê-la, pois era provável que a mataria.
Engoliu seco, sentindo todo o corpo arder e doer, os olhos fecharam-se, num pedido mudo por clemência, que nunca fora atendido.
Setenta e uma horas, quarenta e oito minutos.
O vampiro caminhava ao redor do corpo quente e interiormente machucado do rapaz. Tentando entender o que estava acontecendo de errado. Havia algo ali que não lhe parecia normal. Olhou para o relógio, sem entender a demora. Voltou os olhos para o corpo humano que agora sofria mutações, sem entender aquelas reações. Deu as costas e decidiu dar mais algumas voltas pelos longínquos corredores de seu esconderijo, se pudesse chamá-lo dessa forma.
Viu-se de frente com a grande janela de um daqueles corredores, e pode ver a lua banhando-lhe os braços e o rosto. Esticou uma das mãos, tocando o vidro, sentindo o frio daquele toque. Um frio que não o afetava de maneira nenhuma; um frio que não lhe doía. O único tipo de frio que poderia lhe cortar, talvez lhe ferir, era o frio presente nos olhos dele.
Setenta e uma horas, cinquenta e nove minutos e trinta e dois segundos.
Retornou para á sala, vendo o corpo do rapaz se contorcendo cada vez mais, numa convulsão desagradável de se presenciar. Os olhos semicerrados, indicando uma dor aguda - da qual as cordas vocais não conseguiam proferir. O relógio bateu, indicando uma hora qualquer, os segundos passando rapidamente e os movimentos corporais do garoto cada vez mais intensos.
Tic tac. Tic tac...
O barulho dos ponteiros era incessante, assim como o bater daquele pesado corpo contra o chão, contra pequenos pedaços cacos de vidro. Finalmente o ruivo parara. Seu corpo deixou-se de se debater, assim como um último sopro deixou suas narinas.
Parado. Sem vida. Morto. Transformado.
O vampiro cutucou-o com um dos pés, procurando algum sinal de consciência.
Ele abriu os olhos. O vermelho sangue presente, junto com uma sede avassaladora. A criatura pôs-se de pé num pulo, atacando seu criador, que segurava seu pescoço, encarando-o com a dúvida nítida em sua testa franzia, em seus olhos semicerrados, em sua mandíbula travada.
O ser observou como as fileiras de dentes de seu novo criado eram completamente diferentes das próprias. Os dentes mais afiados do que deveriam ser. A pupila havia se transformado em vermelho, preenchendo a orbe ocular inteira, dando-o a impressão de possuir olhos maiores e esteticamente endemoniados. A pele pálida, como se era de esperar. A criatura tentava arranhar seu mestre, e este com raiva pela rebeldia, jogou-o longe, fazendo-o bater contra uma das paredes, e logo dera um pulo, chegando até o ruivo, dando-lhe um tapa, ordenando que se controlasse para seu próprio bem.
Batera incontáveis vezes, até que o garoto estivesse com o verdadeiro medo, num súbito momento de consciência. Agora era uma tarefa difícil para o ruivo, pensar. Só sentia sede, e raiva. E uma rebeldia dentro de si. O vampiro o amarrou em algum canto, com pela noção do que ele havia criado.
Percebeu enfim o que havia acontecido. Como pode ser tão cego? Como pode ser tão descrente? Ele questionava-se enquanto gargalhava, com uma vitória antecipada. Ele havia em suas mãos a chave para um futuro promissor; para um futuro poderoso.
Aproximou-se de sua cria, que aparentemente havia se acalmado, prometeu-lhe comida dali á algumas horas, contanto que ele ficasse quieto e o obedecesse. Soltou um suspiro desnecessário e andou a passos vagarosos até uma estante de livros que ficava naquela mesma sala. Procurou por um volume específico, um volume retirado da casa de seu criador.
Abriu-o em cima de uma mesa e pôs-se a procurar um capítulo especificamente. Encontrou-o sem muitas delongas e leu-o rápida e precisamente. Ao conseguir a informação que precisava para que suas suspeitas fossem deixadas de lado e transformadas em certezas, fechou o objeto e encarou sua cria.

Encarou sua primeira besta.

Postado por Scarlett Lefévre às 14:07

1 comentários:

Ahhh Chulle, cade Bloody Fetish, onde ela esta sendo postada agora? e vc ta continuando ela né? essa era a minha fanfic preferida no nyah, mas fiquei um tempo sem pc, e ja fecharam a categoria e tals, e tava doida atras de Bloody fetish *--*

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