fevereiro 22, 2013

Royal Promenade - Capítulo 3.


Nota da autora: Eita! Demorou um pouco pra chegar no blog, mas enfim tá aqui!
Boa leitura, butterflies.

Capítulo 3 - Freedom Day.



A dor de cabeça pungente que acometia HeeChul indicava que a noite passada havia sido ótima. E o melhor? Ele se lembrava de cada segundo. Bocejou e se esticou na cama, acertando uma cotovelada em Zhou Mi, que resmungou e se virou pro outro lado. Afastou o cabelo dos olhos e alcançou o celular na mesinha de cabeceira. Nove e quinze da manhã. Nove e quinze da manhã?! Ela humanamente impossível para ele acordar antes do meio dia depois de uma noitada como a que tivera, então por que... oh. Uma batida na porta chamou sua atenção e ele teve a leve impressão de que não era a primeira vez e que aquele ruído o havia acordado. Se levantou pronto para assassinar quem quer que estivesse do outro lado da porta e a escancarou com raiva, ao ponto de fazê-la bater na parede. Um jovem de cabelos platinados e estava atrás de um carrinho de café repleto de comida e um buquê de flores que HeeChul estranhou.
— Kim HeeChul-ssi? — ele perguntou hesitante, com as sobrancelhas levemente franzidas, olhando fixamente para o rosto do moreno. 
— É, sou eu.  —disse, monótono, esperando que ele prosseguisse com o que iria dizer, mas ele não o fez, apenas continuou olhando-o. HeeChul soltou uma risada soprada; estava para ver o dia em que alguém não ficaria hipnotizado com sua beleza. — Yah. — chamou a atenção do garoto, que se sobressaltou levemente e se atrapalhou nas palavras. HeeChul olhou na plaquinha em seu peito: Kim JongWoon. — Kim JongWoon-ssi, eu tenho coisas a fazer, então se apresse.  — realmente, HeeChul pretendia fazer algo: dormir mais, já que seu sono fora perturbado por aquele ser inoportuno. 
— A-ah, sim, claro. Me desculpe. Me pediram para que lhe entregassem esse café-da-manhã-
— Quem foi? — perguntou sombrio, já desconfiando.
— Bem... — hesitou — me pediram para que não revelasse a identidade, então...
— Aish...! Tá, tá, obrigado, pode ir. — dispensou-o vagamente, olhando para o carrinho e puxando-o para dentro do quarto e fechou a porta.
Puxou-o para próximo da cama e sentou-se nela, pegando um mini-croissant e levando-o a boca, percebendo novamente o buquê de rosas cor-de-rosa com um envelope entre os botões. Puxou a carta e deixou o salgado de lado para abri-la. Parecia ter sido escrita com cuidado, uma caligrafia forte e profissional. Passou os olhos por tudo e voltou ao começo para ler atentamente:
“Bom dia, HeeChul.
Espero que tenha dormido bem, hm? 
Caso não o tenha feito, sinto muitíssimo e tomara que tire o resto do dia para que descanse.
Me desculpe, Chulla, por ontem. Eu não quis em momento algum passar a ideia de que eu sou mesquinho, ou algo do tipo. Portanto se você se sentiu ofendido, ou até mesmo magoado por culpa de alguma atitude minha, sinceramente, me perdoe.
Você é uma pessoa que eu nunca gostaria de ver chateado por minha culpa, muito menos ofendido. Você é, claramente, uma pessoa linda, e merece como a todos, ser tratada bem, por justa causa trazer você, HeeChul, aqui, neste navio, com todos os seus amigos, foi apenas uma forma de tentar fazê-lo feliz, porque esse ver sorrisos de alegria em seu rosto é o que poderia haver de mais belo. Não há visão nesse mar que ganhe.
Não trouxe você aqui para tentar esbanjar dinheiro, ou para tentar mostrar como meu negócio familiar é grande. Por favor, não me entenda mal.
Me perdoe por ter sido tão inconveniente, acho que eu perdi a noção dos meus próprios limites. Eu só queria deixar claro, que não irei tentar mais nada com você, além da amizade que temos. Acho que temos uma, não é mesmo? 
Aproveite bem o seu café da manhã.
Me desculpe, de verdade.
HanGeng”

HeeChul suspirou. 
— Você não acha que pegou pesado demais com ele ontem?— Murmurou Zhou Mi, que lia a carta por cima de seu ombro. 
— AAAAAAH! Demônio! — HeeChul gritou, inclinando-se para frente, assustado. Estava tão compenetrado na leitura que não percebeu a movimentação na cama, atrás de si. — Você acha? — o moreno ponderou hesitante, mordendo o lábio inferior. 
Talvez ele tivesse sido um pouco rude demais, realmente.
— Acho. O cara gosta de você, Chulla. Para de tratar ele assim. Ele te ofereceu uma viagem que é um luxo só, e ainda te deu a opção de levar os amigos, ele nem te obrigou a vir sozinho com ele! E ele sempre é muito legal contigo, não força a barra nem nada, e você trata ele assim. — Zhou Mi argumentou enquanto se servia de uma xícara de café. Era tudo o que precisava pelo menos para distrair daquela dor de cabeça infernal. 
— Caso você não lembre, ele me deu um tapa e, Ei, esse café é meu! — reclamou, batendo na mão de Zhou Mi, que retribuiu o ato com o dobro de força e pegou um pãozinho recheado. HeeChul, implicante se virou para continuar a estapeá-lo e acabou por fazê-lo acidentalmente derramar um pouco de café no edredom. 
— Porra HeeChul, olha o que você fez! Para de frescura e- — se interrompeu ao olhar pro rosto de HeeChul e começou a gargalhar, aparentemente sem motivo. — Eu não acredito que você foi atender a porta desse jeito — disse, rindo, e HeeChul o olhava confuso — Vai te olhar no espelho, criatura. 
Mesmo não entendendo, HeeChul foi até o banheiro e quis enfiar a cabeça na pia cheia de água. O delineador que ele se esquecera de tirar na noite passada havia borrado e manchado toda a área de seus olhos, um pouco até nas bochechas; era uma aparência um tanto quanto estupefaciente para qualquer um, a exemplo do camareiro que estava à porta. Puxou um lenço demaquilante de dentro da nécessaire, removeu toda a maquiagem e prendeu o cabelo num rabo de cavalo. Ao voltar para o quarto, Zhou Mi havia voltado para debaixo das cobertas, com uma dor de cabeça quase insuportável. Serviu-se de um copo de suco de maçã e engoliu dois analgésicos que havia trago consigo do banheiro e enfiou mais dois na boca de Zhou Mi, que resmungou do gosto amargo do remédio e tomou o copo de suco das mãos de HeeChul, e devolveu-o vazio, ao que o moreno sibilou um “Aish...!” e o reencheu. Tomou seu café-da-manhã tranquilamente, com Zhou Mi, que tentava dormir novamente ao seu lado quando seu telefone bipou na mesinha de cabeceira. Era uma mensagem de Siwon que dizia:


“Nós vamos sair pra almoçar ao meio dia EM PONTO. Esteja pronto ou a gente vai te deixar pra trás.”

Ele suspirou. Não estava com humor nenhum para sair e cogitava seriamente almoçar no quarto mesmo e passar o dia deitado. Cutucou Zhou Mi com o pé e perguntou:
— Você vai sair pra almoçar com eles? 
— Não sei. Acho que eu vou passar o dia no spa, tô merecendo. — murmurou, a voz abafada pelo travesseiro. — E você?
—Sei lá, acho que eu vou passar o resto do dia dormindo. — concluiu, pegando uma taça de sobremesa cheia de morangos picados e os cobriu com chantilly. 
(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧
Já passava das duas quando Zhou Mi finalmente decidiu sair da cama e ir para o spa. Acabara por declinar o convite dos outros e almoçou no quarto com HeeChul, que decidiu ficar na cama com uma caixa de bombons no colo e o controle remoto na mão. 
Passeou até o convés do spa, admirando cada deque. Passeou até o convés do spa, admirando cada deque. Estava tão imerso em seus pensamentos que mal notou um grupinho de adolescentes que estavam paradas em frente a uma das bordas do navio, porém ao invés de estarem olhando para o mar, estavam olhando para si, quando uma das meninas vez um comentário em inglês em alto e bom som, provavelmente presumindo que ele não entenderia:
— Ei, esse não é aquele viado que tava praticamente se comendo com o outro traveco lá no bar ontem? — a garota comentou, tentando soar venenosa.
— É, acho que é... — a outra menina, de cabelos escuros disse, com aversão — Você não acha perigoso esse grupinho andar solto por aí, não? — perguntou.
— O único perigo é a gente ficar perto, amiga. E eu não quero nossos namorados em perigo também.
Zhou Mi rolou os olhos e aproximou-se das duas garotas, olhando-as de forma superior. Limpou a garganta e soltou em um inglês impecável, quase sem sotaque:
— Olha aqui, suas filhotes de cruzcredo, é bom vocês terem medo da gente mesmo. Porque a gente vai chupar seus namorados tão bem que vocês vão querer cortar os pulsos depois de levarem um pé na bunda.
Revirou os olhos e voltou a andar. Parou em frente à entrada do maravilhoso spa por alguns segundos antes de finalmente suspirar e entrar. Assim que o fez, avistou o menino de cabelos alaranjados do outro dia, que foi em direção a ele com um sorriso enorme no rosto e antes mesmo que Zhou Mi pudesse dizer mais alguma coisa, ele começou:
— Boa tarde senhor, bem vindo ao Freedom Day Spa, meu nome é Henry Lau, como posso ajudá-lo? — disse animadamente e terminou com o mesmo sorriso que evidenciava ainda mais suas bochechas. Zhou Mi não pôde evitar sorrir com a animação e simpatia do rapaz.
— Zhou Mi. Pelos céus, me chame de Zhou Mi — suplicou, mas logo após abriu o mais mágico e belo sorriso que pode, chamando visivelmente a atenção do menino a sua frente. Talvez não da forma que quisesse, mas ainda assim o fez. — Eu quero o que você tiver de mais relaxante.
— Ah, claro — o garoto virou-se para o balcão e de lá pegou um panfleto e o entregou a Zhou Mi, o qual o chinês ruivo leu imediatamente, sorrindo internamente. O atendente logo voltou a falar: — Bem, nós temos aromaterapia, reflexologia, argilaterapia, vários tipos de massagem, tratamentos com grãos de café, chocolate ou uvas, acumpuntura, banho de imersão, tratamentos de pele com...
Zhou Mi deixou de prestar atenção no que o garoto falava para prestar atenção nele. Os lábios rosados se mexiam de acordo com as palavras sobre os serviços que ele explicava brevemente. Não parecia ter mais de 25 anos, mas Zhou Mi havia percebido seu profissionalismo.  
— ... O que você acha? — o garoto concluiu, e Zhou Mi já não sabia do que ele estava falando, mas presumia que ainda era sobre os serviços do panfleto.
— O que você recomenda? — perguntou, tentando soar atento. 
— Você pediu algo relaxante, não foi? Hm... — parou um momento para pensar, olhando diretamente para Zhou Mi que se sentiu levemente incomodado. — Eu recomendaria um banho de imersão com óleo de lavanda, depois uma massagem sueca, uma esfoliação com sementes de uva e uma máscara de argila. Parece relaxante o suficiente pra você? — perguntou, mostrando novamente aquele sorriso que encantara Zhou Mi ainda mais.
— Ótimo! Parece relaxante só de ouvir você falar...! — respondeu, batendo palminhas de excitação por ter arranjado algo para fazer e por estar conversando com o garoto que achava tão bonito. — Não há nada melhor do que mãos mágicas para aliviar o estresse — fez um movimento de escárnio com as mãos, porém permaneceu com o sorriso no rosto.
— Temos uma sessão em quinze minutos. Não há ninguém nesse horário. Gostaria de fazê-lo?
— É claro! 
— Aguarde um pouco, está bem? — Perguntou o garoto, vendo o chinês lhe balançar a cabeça em concordância, enquanto guiava-o para os sofás da sala de espera, onde ele sentou-se confortavelmente. — Gostaria de uma água, café ou alguma outra coisa, Zhou Mi -ssi?
— Não quero nada agora, muito obrigado, Henry. — Enfatizou o nome do atendente, que sorriu, aumentando visivelmente o tamanho de suas bochechas, enquanto pedia licença e voltava ao balcão.
O chinês ruivo olhou para o lado, achando um amontoado de revistas e optou por pegar uma delas, — a que aparentava ser mais a nova e mais interessante — e começou a lê-la. Entretanto não deixaria de espiar Henry por rabo de olho naqueles quinze minutos que teria esperando.


(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧


Era em momentos como aquele que RyeoWook se arrependia de ter embarcado naquele navio, por mais luxuoso e divertido que fosse. E se culpou também por ter comido um pouco mais do que devia no restaurante, sabia que mais cedo ou mais tarde acabaria ficando enjoado, por mais imperceptível que fosse o balanço do navio. Diziam-lhe que era psicológico, mas mesmo que fosse, ele não conseguia evitar. 
Debruçou-se sobre o parapeito externo do navio, respirando fundo e olhando para a água, mas o desconforto não melhorava. 
— Ficar olhando só piora. — disse uma voz desconhecida, e RyeoWook virou o rosto para olhar. Era um rapaz bonito que vinha em sua direção com um uniforme formal e um quepe na cabeça. Ele parou ao seu lado e abriu um sorriso brilhante, ajeitando os óculos. — Primeira vez num navio? 
— Não. — RyeoWook murmurou. — Mas eu evito viajar assim. Isso sempre acontece. 
— Entendo. Eu sou Kibum, capitão deste navio. — disse, e sorriu. 
— Ah, sim. Eu sou RyeoWook. — disse, trocando um aperto de mão. — Mas... se você é o capitão, então quem está...? — Kibum riu antes mesmo de ele terminar de falar.
— Não tem nenhum iceberg no meio da rota, prometo. — ele sorriu, o que foi fracamente retribuído por RyeoWook, que continuava sentindo enjoo. — Tenta olhar pro horizonte. Não pra água, mas pro horizonte. — instruiu-o, que obedeceu imediatamente. — Respira fundo contando até seis na sua cabeça. — continuou, pousando uma mão nas costas dele para demonstrar melhor. — agora solta, contando mais seis. Tenta fazer isso algumas vezes, tá? — RyeoWook assentiu — Eu já volto. — disse, e entrou de volta no deque.
Ele repetiu o que Kibum lhe recomendara e realmente não sabia se era psicológico, mas se sentia um pouco melhor. Quando Kibum voltou, ele já conseguia fazer movimentos bruscos com o corpo sem vomitar o almoço nos próprios sapatos. 
— Aqui. — entregou um pirulito em forma de coelhinho para RyeoWook, que riu, pedindo explicações. Kibum riu de volta. — Pode parecer besteira, mas ajuda. Nós damos pras crianças que normalmente são mais propensas a ter enjoo. — pegou na mão de RyeoWook e a ergueu, deixando-o um pouco confuso. 
— O que você... ahm... — ele começou, hesitante. Kibum enfiou a mão no bolso e de lá tirou uma espécie de pulseira justa que colocou um pouco acima do pulso de RyeoWook, que sentiu uma leve pressão naquela área, mas nada que viesse a incomodar. 
— Essa é infalível. Considere como um presente meu. 
A sensação de enjoo diminuiu quase que imediatamente, surpreendendo-o.
— Oh...! Mas como? O que é isso? 
— Aqui — apontou para o lado interno do pulso de RyeoWook — você tem um ponto de pressão que reage diretamente nas sensações de enjoo. Se sente melhor agora? 
— Muito melhor! Obrigado! — ele agradeceu sinceramente, feliz por ter se livrado daquela sensação terrível.
— Ótimo. Agora, o que acha de conhecer a ponte de comando do navio? — propôs, ao que RyeoWook aceitou prontamente. 

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

— Você não pisa na terra há 4 meses? É serio isso? — Zhou Mi se surpreendeu em meio à conversa que estava tendo com Henry, enquanto relaxava na hidromassagem. O garoto assentiu.
— É que é muito difícil o navio atracar nos meus horários livre. A gente chega no porto quase sempre de manhã, e além do almoço, eu só estou livre depois das oito da noite. — lamentou — Mas eu não estou lamentando, sabe? — disse rapidamente, para que Zhou Mi não pensasse o contrário. — Eu gosto do que eu faço. Com o tempo a gente se acostuma. — sorriu tristemente, mas logo se levantou para pegar o roupão para Zhou Mi. — Pronto. Se ficar mais tempo aí vai começar a criar escamas e guelras. — disse, e riu, entregando-o para Zhou Mi. — Eu vou esperar lá fora, ok? 
Zhou Mi se vestiu com o roupão macio e calçou as pantufas para depois ir atrás de Henry, que voltara à recepção e vinha em sua direção com uma taça de vinho e o sorriso de sempre que inebriava Zhou Mi. Gesticulou para o sofá, onde ele se acomodou e o mais novo disse:
— Aqui. É a última parte. Como você se sente? — perguntou, entregando a taça a Zhou Mi, que provou um pouco antes de aprovar. 
— Bem melhor. Melhor do que eu esperava, até. — disse, e sorriu.
— Que ótimo. — Henry respondeu, e fez menção de se virou quando Zhou Mi sutilmente lhe chamou a atenção novamente.
— Do que você mais sente falta, Henry? — Henry olhou para a recepção do spa e percebendo que não havia ninguém, se permitiu se sentar ao lado dele. 
— De tudo um pouco, sabe? Da minha família, dos amigos... da comida. Fazem 4 meses que eu não como comida de verdade. 
— Como assim? A comida daqui é ótima. — defendeu Zhou Mi. Henry riu tristemente, levemente debochado.
— A comida da tripulação é... — fez uma leve expressão de asco antes de continuar. — diferente. É boa, mas é sempre a mesma e... enjoa, sabe? Mas eu não posso reclamar muito. A comida dos garçons e dos bartenders e outras funções mais básicas é ainda pior. Não tem gosto de nada. Eu não devia estar te dizendo isso, você deve estar achando que nós somos escravos aqui. — disse, e riu. Realmente, Zhou Mi estava tendo esse sentimento mesmo, mas isso o levou a ter uma ótima ideia. 

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

— As onze e dez, certo? — Zhou Mi perguntou pela quinta vez ao atendente de um dos restaurantes do navio, que confirmava, de saco cheio já. 
— Obrigado e até mais tarde.
O chinês saiu do local, com o rosto alegre, os ombros mais largos e a aura despreocupada, em partes. Havia tido uma tarde magnífica no spa. Conheceu algumas pessoas e, claro, havia relaxado tudo o que precisava. Henry havia sido bastante atencioso e descobriu-o extremamente engraçado e até levemente atrapalhado. Fez duas sessões de massagem e dentre o período de um e de outra, optou por fazer sua hora dentro da sauna. Sempre que passava por perto do arredores da entrada do spa, falava com Henry, que o atendia tão simpático quanto das vezes anteriores. 

No final da tarde, os dois já estavam parecendo antigos amigos e Zhou Mi sentia-se mais confiante quanto a tentar alguma coisa.  Assim que deixou o spa, foi até o restaurante chinês do navio, optando pelo clichê e pelo original, levando em conta que os dois eram chineses, de certa forma. Zhou Mi mais que Henry, mas isso não importa. O que importa é que o ruivo fez uma reserva para uma mesa maravilhosa, que tinha uma vista espetacular para o mar. 
— Até que enfim hein, narigão?! — Kang In apareceu do nada, batendo nas costas de Zhou Mi que franziu a testa, sentindo um pouco de dor pela carícia não tão amorosa assim, mas ignorou, rolando os olhos pelo apelido maldoso que o homem o dera.
— Esse seu primo é um ogro mesmo, SungMin! — Zhou Mi ralhou, ao ver o amigo e o noivo aparecerem logo em seguida. 
Eles caminhavam de mãos dadas e o chinês não podia evitar sempre que vi aquelas cenas entre os dois, morrer de felicidade por seus dois amigos.
— Onde estava? — SiWon perguntou, retomando os passos e indo em direção aos convés que os os permitem chegar até os quartos.
— Passei o dia no spa. E vocês?
— Sala de jogos com o viadinho, ops, viciadinho lá — Kang In zombou, enquanto caminhava um pouco atrás de SungMin e seu noivo. Zhou Mi estava logo ao seu lado. 
— Curtimos a piscina e também fomos ao cinema — SiWon respondeu, sorrindo.

Continuaram a caminhar, agora em silêncio. Não tardaram a chegarem no grande corredor que daria para os quartos. Antes que pudessem seguir para seus aposentos, RyeoWook surgiu detrás de todos, espantando SungMin que o xingou após dar um grito agudo, que feriu os ouvidos de quase todos.
— O que faremos hoje a noite? — RyeoWook perguntou, enquanto se aproximava com um sorriso largo no rosto. 
KyuHyun apareceu logo em seguida, com o celular nas mãos, murmurando alguma coisa feia. Seu rosto se suavizou quando avistou a maior parte de seus amigos aglomerados no meio corredor.
— Que vocês fazem parados aqui, suas amebas?
— Respeito é bom e eu gosto, KyuHyun. — SungMin alertou-o.

— Sei bem do que você gosta — o mais novo olhou de SungMin para SiWon e logo então rolou os olhos.
— Entãããão, — Kang In começou, tentando apartar qualquer início de discussão —  qual o plano pra hoje a noite? 
— Tem um salão de jogos magnífico aqui, vocês já viram? — Perguntou KyuHyun. — A gente bem que podia passar a noite inteira lá competindo e-
— Não mesmo — RyeoWook disse afetadamente, interrompendo-o, com ambas as mãos na cintura.
— Por que vocês nunca fazem o que eu quero? — KyuHyun resmungou, dando meia volta, porém foi impedido por Kang In que o segurou.
— Aquieta a periquita, aí.
— Epa, epa, epa! Esse negócio de periquita quem tem é o Wookie e esse chinês aí — rebateu o mais novo, e apontou para Zhou Mi que observava as próprias unhas.
— Tinha que sobrar pro chinês — Zhou Mi disse, rolando os olhos, entediado e louco para ir embora para que pudesse resolver o seu problema. 
— Enfim, — SiWon praticamente berrou — o que raios faremos hoje?
— AH! Aí estão vocês — LeeTeuk chegou, ofegante. Aparentemente havia corrido por todo o navio a procura de todos. — Procurei vocês em todos os lugares.
— Por que não simplesmente ligou pra um de nós? — KyuHyun perguntou, erguendo as sobrancelhas.
— Aigoo... Bem pensado — JungSoo bateu na própria testa. — Mas enfim, do que estão falando?
— Sobre o que faremos nessa noite. — SungMin respondeu.
— Já ouviram falar no cassino? — LeeTeuk perguntou, com um sorriso animador nos lábios.
— Ótima ideia! — Kang In vibrou.
— Prefiro o salão de jogos... — miou KyuHyun.
— Depois nós vamos lá, Kyu. Se anime. Cassinos são divertidos. — LeeTeuk cutucou-lhe as costas com o cotovelo, sorrindo numa tentativa de animá-lo.
— Que seja.
— Então — SungMin olhou para o relógio, vendo que este marcava quase nove da noite. — Nos vemos as onze, aqui mesmo?
Todos pareceram concordar com a cabeça, menos Zhou Mi que estava imerso em seus pensamentos sobre Henry. Apenas quando SiWon lhe afagou o ombro e repetiu a pergunta, que o chinês ruivo conseguiu responder:
— Vou ver se HeeChul vai querer ir. E tenho que ver se vou também né. Vai que aquela coisa me força a ficar com ele no quarto — ajeitou os cabelos, abrindo um sorriso simpático para os amigos. — Se eu não aparecer até amanhã ao meio dia é porque o cara lá me matou. Bye. 
E saiu, entrando em seu quarto, encarando a silhueta de HeeChul que estava completamente no escuro, exceto pela luz da TV que iluminava quase toda a cama.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

O chinês arrumou-se mais rápido do que o usual, porém estava tão belo como se tivesse demorado as horas costumeiras. Seu cabelo estava tão sedoso e cheiroso que poderia ficar amando-o em frente a um espelho por horas, mas não era hora para isso. Saiu do banheiro após espirrar mais duas doses do seu melhor perfume, finalmente vendo seu melhor amigo de pé. Pena que foi apenas o suficiente para que ele pegasse uma nova garrafa de refrigerante, a colocasse no criado mudo e se esparramasse novamente na cama.
— Tem certeza de que não vai sair com a gente? — Perguntou mais uma vez, sentando-se na beirada da cama, repousando uma perna sobre a outra, numa classe perfeita, afagando o braço de pele clara do amigo que prestava atenção ao televisor ao invés de fitar o rosto do amigo chinês.
— Tenho.
— Tudo bem, então.
Levantou-se, sem tentar insistir mais. Passou as longas e macias mãos pela blusa preta de cetim, que era bastante sensual, levando-se em conta o modo como o pano se ajustava ao tronco do chinês. Os jeans escuros delineavam a perna longa e magra, de forma que era impossível Zhou Mi não sentir o olhar de vários homens e de muitas mulheres também durante todo o trajeto até os convés que dariam caminho novamente até o spa.
O nervosismo tentava dominar seu corpo, porém não o deixaria. Era mais forte que aquilo e com toda certeza não seria negado. Pegou o celular do bolso de trás de sua calça e o desbloqueou, digitando uma mensagem de texto para SiWon, dizendo que talvez chegasse um pouco atrasado, mas que por enquanto iria. Qualquer mudança de planos, ele enviaria outra mensagem.
Não tardou para que estivesse enfim em frente a porta do spa. Adentrou ao local onde passara a tarde, porém não havia Henry na recepção. Também não havia trabalhador algum, o que fazia Zhou Mi subentender que se houvesse alguém, esse alguém esse estava limpando as salas lá para dentro. Talvez Henry estivesse em comendo alguma coisa, ou trocando de roupa...
Ouviu o que pareceu ser vozes, vindo de algum lugar a direita. Seguiu sua intuição e logo seus pés o carregaram corredor adentro. Havia vária portas, e duas delas estavam abertas, liberando feiches de luz para o corredor um pouco escuro, por conta das lâmpadas fracas.
Caminhou devagar, torcendo para que nenhum detalhe de sua roupa fizesse algum barulho, ou para que não pisasse em falso, ou coisa do tipo. Chegou enfim até a porta que estava menos aberta, onde as vozes estavam mais fortes.

— Quer dizer que anda fazendo amiguinhos por aí, é isso mesmo? — Uma voz grossa e bela, e por mais incrível que pareça, muito bem reconhecível falou, com nítido tom de ciúmes.
— Qual o problema, DongHae? — A voz de Henry soou um pouco incrédula com a situação em que se passava. — Você trabalha como bartender, não se esqueça. Bartender — enfatizou. — Se for pra ter ciúmes dentro de algum dos nossos cargos, sejamos sinceros e convenhamos que era eu quem deveria me morder por sua causa.

Zhou Mi abriu a boca, a tapou rapidamente com as mãos, enquanto se agachava abaixo da porta, pronto para ouvir um pouco mais daquilo. Queria saber que tipo de relação Henry e DongHae tinham.
— Aish. Desculpe, Henry — o mais velho pediu, aproximando-se do garoto de cabelos alaranjados.
Henry pensou em negar aquela aproximação, mas não conseguia. Quando se tratava do mais velho, tudo que seu corpo e sua mente queriam era tê-lo mais e mais perto.
— Me desculpe por ser ciumento, mas é que... Eu quero você só pra mim e eu não quero ninguém se engraçando contigo, pequeno.
— Awn, Hae... — O menor fez um bico, e se aproximou também do mais velho, ficando cada vez mais próximos. Quase se abraçavam e DongHae segurava as mãos do garoto.
— Henry... — chamou-o, e quando ele olhou para si, limpou a garganta, fitando-o nos olhos, acalmando seu coração e logo perguntou: — Você pensou sobre o que conversamos antes?
Henry não respondeu. Mordia o lábio, visivelmente nervoso; as mãos começaram a suar um pouco, o que fez com que DongHae as acariciasse mais ainda, tentando transmitir amor e paz para o garoto.
— Não quero pressionar você — disse, fazendo um pequeno bico com os lábios.
O garoto continuou em silêncio e DongHae se aproximou ainda mais dele, abraçando-o com leveza e calma. Henry permitiu-se adentrar ao abraço, sentindo o cheiro do moreno, e naquele momento a respsta veio tão clara quanto uma água clistarina.
— Eu aceito, DongHae.
O mais velho rompeu o abraço, e olhou para Henry, sorrindo de orelha a orelha, mal acreditando que ele havia aceitado seu pedido de namoro. Agora estava finalmente feliz. Tinha seu pequeno só para si.
— Eu te amo, pequeno.
E dito isto, o beijou.
Zhou Mi quase perdeu a força das pernas e despencou ali mesmo, no corredor, porém não o fez uma vez que não poderia ser descberto. Então era isso, ele tinha outro. Saiu do local, bastante desanimado, mas ainda assim não permitiria que aquilo acabasse com sua noite.
Ah, quem eu estou tentando enganar? Pensou Zhou Mi, enquanto chegava perto do convés que dava para o local marcado de encontro entre os meninos. Eu deveria é ficar na cama com HeeChul.
Bufou ao avistar todos os meninos juntos, sorrindo felizes e conversando alto. Queria tanto poder estar com humor para aquilo. A melhor solução com certeza seria puxar HeeChul pelos cabelos, carregá-lo até a proa, e beberem até amanhecer. Contudo, isso não aconteceria.
— Você não ia se atrasar? — SiWon perguntou, assim que Zhou Mi estava próximo o suficiente.
— Mudança de planos — deu um sorriso amarelo e ficou em silêncio, indo para o final do grupo, onde KyuHyun e Kang In discutiam sobre a utilidade — ou inutilidade — do Orkut.
— Ah sim. Bom, — prosseguiu SiWon — então vamos lá! 
Com isso, todos seguiram animadamente em direção ao grande Cassino, para mais uma noite de animadíssimos acontecimentos. Ou talvez nem todos.
Postado por Scarlett Lefévre às 13:39

1 comentários:

mais uma vez, a BC^^L's princess se encontra aqui pra dizer O QUANTO EU ESTOU AMANDO ROYAL PROMENADE <3 Mesmo com poucos capítulos, é uma fic deliciosa de se ler, daquelas que quando se chega no final, fica com quele gosto de "quero mais", eu falo mesmo.

Ai, gente... Tem coisa mais AMOR nesse mundo que a amizade entre HeeChul e Zhou Mi? Sendo totalmente honesta, eu AMO esses dois interagindo. Amo mesmo <3 E eu achei de uma fofice só o envolvimento do KiBum (que só pra fins de comentário, FICOU MUITO LINDO NA ROUPA DE CAPITÃO DO NAVIO <3) com o Wookie.

E EU SABIA QUE ERA O HENRY ESQUILETE QUEM ENCANTARA O MEU CHINÊS PORNLEGS <3 EU TINHA CERTEZA QUE ERA ELE <3 E esse envolvimento dos dois ficou muito lindo <3 Rolou até convitezinho pra jantar e <33333

Mas espera...... ALGUÉM ME COLORE QUE EU TÔ NUDE/BEGE... ALGUÉM ME AMARROTA, ME AMASSA... PORQUE EU TÔ PASSAAAAAAAAAAAAADA!!!! COMO ASSIM HENRY? COMO ASSIM TU TEM A AUDÁCIA DE DAR ESPERANÇAS PRO MIMI E DEPOIS *BOOM* FICA DE NAMORO COM O DONGHAE...... SACANAGEM ISSO! SA-CA-NA-GEM!!!!! Mas não se deixa abalar, minha diva chinesa. PÕE UM SORRISO NO ROSTO E WALK LIKE A DIVA. <3 /TAPA

Bem, tirando o #ChiliqueMondeON o capítulo está perfeito, minha Leader *-*~ Digno como sempre, né? u.u <3

Mal posso esperar pelo próximo *-*~

Beijos glamourosos ~

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