julho 28, 2013

Mirrors & Blood.


SinopseO corpo de Chan Yeol chamava. Clamava. Gritava. 
Gritava por Baek Hyun. Por seu corpo. Por seu sangue. 
Por seu prazer.
E Baek Hyun queria sentir a pele do outro contra a sua. O calor. 
O ardor e o desejo que somente Chan Yeol sabia lhe trazer."
Classificação: 18 anos.
Categorias: EXO
Personagens: Baek Hyun e Chan Yeol.
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Linguagem Imprópria, Violência, Nudez, Fantasia.


Unic - Skin.



— Você tá tão duro, Baek. 

A voz de Chan Yeol reverberou pelo recinto, batendo contra as paredes, enfeitadas, e dominadas por vidro. A cada canto que Baek Hyun tentava olhar, ele só via seu reflexo. Ele estava completamente submisso, completamente louco. Ele não aguentava mais a própria ereção. Aquilo era uma completa tortura. 

E aonde ele estava? Em uma maldita sala de espelhos.

—X—
A noite havia chegado, e junto com ela, os dois seres da noite. Seres que pertenciam às sombras. E que pertenciam um ao outro.
Eles se olharam, enquanto adentravam um dos corredores, que haviam dentro da casa de vidro e madeira, que eles haviam construído no meio de uma floresta. O mais típico cenário para um ser que sobrevive de sangue. Nada mais clichê, nada mais piegas. Mas eles nem ao menos se importavam mais. 
Tudo o que importava nesse momento era o fato de que Chan Yeol estava olhando para Baek Hyun, cujos cabelos vermelhos o deixavam com a pele um tanto quanto clara. Quase translúcida. Bela.
E que pele Baek Hyun tinha! Uma pele macia, e olhos demoníacos, que sugavam toda a energia de Chan Yeol. Principalmente quando estava dentro dele. Ele realmente fazia jus ao nome "vampiro". Eles eram um maldito casal de amaldiçoados.
Amaldiçoados podiam amar? Com toda certeza. 
Era pecado? Para os religiosos, com toda certeza. 
Para eles? O mais puro amor.
Chan Yeol tinha seus sapatos bem polidos batendo contra o assoalho daquele corredor escuro e pintado de uma tinta cor de gelo. O som dos seus passos não eram ouvidos, a não ser que ele quisesse de fato ser reconhecido.
Entretanto, quanto a Baek Hyun, o homem que ele dividia uma vida, aí sim, era completamente difícil se esconder por completo. Mas ele nem ao menos queria isso. Ele queria, que mesmo silenciosamente, ele estava indo para lá.
Estava indo para o local favorito de Baek Hyun, onde seu namorado, esposo, seja lá como fossem nomeá-los, ficava na maior parte do tempo. E Chan Yeol estava indo com uma intenção.
Ele queria sexo.
Sexo selvagem.
E o cheiro que ele emanava quando abriu a porta da sala de dança particular de Baek Hyun, demonstrava exatamente isso. E nesse instante o corpo do ruivo, oh, o corpo dele ficou quente.
— Channie... — a voz de Baek Hyun soou, um pouco melancólica, quase angelical, enquanto o próprio virava seu corpo para frente novamente, ficando virado com o rosto para o espelho, observando como o corpo de Chan Yeol se aproximava calmamente, beirndo ao ridículo. — O que faz assim, meu amor?
Dentro daquela mesma sala de dança, havia um belo piano branco de cauda. E Baek Hyun ao invés de estar dançando, como é o de se esperar em uma sala daquelas, ele estava sentado em frente ao piano, que ficava posicionado em frente a uma das levas de espelho. Ele continuava vendo Chan Yeol se aproximar, até que ele finalmente chegou atrás do ruivo, colocando uma das mãos no ombro do mesmo, acariciando de leve.
Presas indecentes deslizavam na parte de trás do pescoço de Baek Hyun. Aquela sala era um local muito bonito. Decorado nos tons de vinho e dourado que o anfitrião tanto prezava. Um suspiro deixou os lábios do ruivo, enquanto seus dedos tocavam arduamente alguma de suas partituras favoritas, provocando belos e suaves edílios musicais. 
A música deixava o instrumento, e o moreno continuava com sua perseguição sexual, acariciando as madeixas avermelhadas do coreano,afastando-as de leve, enquanto sua boca deslizava as presas expostas e sedentas naquela pele tão clara quanto neve.
E tais carícias estavam enlouquecendo o novato, que arrepiava-se a cada toque. A carícia dental, um tanto quanto primitiva se transformou em pequenos beijos, acompanhados de leves mordidas.
Morder um vampiro no pescoço deveria ser considerado risco de morte, certo?
Morte, sexo, sangue, violência, mordidas...
Isso era praticmente o suficiente para excitar um ser da noite; criações demoníacas dos deuses das sombras; aberrações.
A música parou. As mãos que antes tocavam as teclas do piano, criando uma harmonia melancólica agora seguravam os pulsos do maior, que havia colocado suas mãos no braço exposto do ruivo. O mínimo e humanamente imperceptível som de rasgo aconteceu. O sangue escorreu, e Baek Hyun se virou para frente, ainda sentado, e olhou nos olhos do moreno, que umedecia seus lábios meio finos, e que mantinha um sorriso convencido no canto da boca.
A língua do ruivo deixou sua boca, sendo exposta para o mundo, e para Chan Yeol, enquanto puxava o pulso do mesmo para si, e com a unha fina e pontiaguda deslizava-a por todo o ante braço, cortando-o mais uma vez, causando uma trilha de carne exposta e sangue fresco.
O cheiro de sangue invadia seus sentidos, e sua boca salivava.
Mas não era qualquer sangue. Era o de Chan Yeol. Era o sangue do homem — ou monstro — que o transformou há anos. Era o gosto do homem pelo qual entregou sua vida humana, e pelo qual não conseguia mais viver sem. 
Uma vez amando como criatura da noite, amaria para sempre. Era tão errôneo que beirava ao mais ridículo carma.
Beijou a mão manchada de sangue; beijou calidamente, agradecendo àquela existência. Agradecendo pela nova vida. Havia fugido de tudo, de seus pais, de seus amigos, de sua vida. Havia encontrado a razão pela qual seu coração não era mais capaz de bater corretamente. Havia encontrado a felicidade e o verdadeiro amor na morte. Era tão belo que ele se sentia mais vivo do que quando tinha de fato seu coração batendo. Era o contraditório mais correto. Sua alma cantava de felicidade.
E foi quando sua língua sentiu aquele gosto tão conhecido e tão adorado do sangue dele, que toda a melancolia e o romantismo do momento se esvaiu. Dando lugar ao mais poderoso desejo.
O monstro enfim despertou.
Chan Yeol então grunhiu, e viu seu amante se levantar, ficando com o peitoral colado ao seu, e os olhos tão perto. Acariciou a bochecha dele vendo-o fechar de leve os olhos, para no segundo seguinte abri-los, e com decidida e repentina vontade, levar a boca ao pescoço do moreno, enfiando de uma só vez suas presas nele.
O gemido de Chan Yeol ricocheteou pelas paredes quando o ruivo começou a sugar. A viciante sensação de estar sendo preenchido, tomado, bebido, devorado era demasiada forte. E tratava-se de Baek Hyun, apenas dele. Era o suficiente. E assim como o prazer, a raiva pelo ato irresponsável do ruivo verberou por suas veias, e seu corpo tremeu. 
Baek Hyun enfim se afastou, e olhou para Chan Yeol, com um sorriso pervertido no canto dos lábios carnudos, inchados e manchados de sangue. Gotas escorriam e ele fez questão de lambê-las, enquanto olhava para seu companheiro, gemendo ao fazê-lo. 
— Vou repetir, amor, o que veio fazer aqui? — Perguntou, a língua enfim se afastando daqueles dois buracos pequeninos, que já estavam se fechando, aliás.
— Vim foder você.
E com isso Baek Hyun gemeu. Alto, e eroticamente.
Ao ouvir tal som, Chan Yeol afastou-se de leve, e levou uma das mãos até a cintura do vampiro, apertando com força suficiente para quebrar aquela parte em um humano qualquer, enquanto com a outra, ele puxava os cabelos ruivos de seu amante, e fazia-o erguer o queixo.
Chan Yeol lambeu o pescoço do mais velho, caminhando até o queixo, dando uma mordidinha de leve, e rumando para os lábios, onde mordeu, succionou e então soltou de leve. Soltou também os cabelos, e parou para observar o corpo do outro.
Parou para observar como aqueles lábios tão comumente pálido, estava vermelho, e completamente manchado de sangue, e pequenos rastros de saliva. Chan Yeol mordeu os próprios lábios inferiores, e suas mãos foram para a camisa de Baek Hyun, puxando-a para os lados em um só movimento, rasgando aquele pedaço irritante e inútil de pano.
— Quero sentir sua pele, Baek — o moreno sussurrou. — Quero sentir você por completo.
Baek Hyun sorriu de canto, e após retirar a blusa de Chan Yeol, disse em tom rouco:
— Se você quer tanto, por que você ainda não entrou em mim?
O som que deixou a garganta de Chan Yeol foi nada mais, nada menos do que o puro timbre animal. O tom etéreo que o ruivo usava naquelas horas sempre excitara o mais alto, e sempre o fazia sentir seu baixo ventre latejar por completo.
E após esse tom completamente selvagem, Chan Yeol colocou uma das mãos no cabelo de Baek Hyun, e com a outra, o tocou nas omoplatas, empurrando-o para baixo, fazendo cair pseudo ajoelhado. Os olhos do ruivo encaravam o mais alto de forma divertida, enquanto ele ajoelhava por sobre as pernas de Baek Hyun, e alisava toda a extensão das pernas do ruivo, até chegar à protuberância no meio de suas pernas. Passando por sobre a ereção, ouvindo Baek Hyun engasgar de leve, o moreno começou a abrir o zíper daquele jeans tão estrategicamente justa, e a puxá-la fora, até que o ruivo estivesse apenas em sua boxer preta.
Chan Yeol soltou o ar desnecessariamente, com demasiada força, e levantou-se por alguns segundos, e antes que ele mesmo pudesse retirar suas póprias calças, Baek Hyun já estava ajoelhado em frente a ele, com a mão no botão, trazendo o zíper para baixo, assim como todo o pano, até que ele alcançasse os tornozelos. 
Foi então que Baek Hyun percebeu que Chan Yeol estava sem roupa íntima.
Ele riu soprado, e aquele vento quente deixou a boca do ruivo, indo direto para aquele mastro ereto, e pulsante, que agora estava sendo embalado pelos lábios macios e audaciosos de Baek Hyun, recebendo uma visita agradável da língua dele, que agora deslizava para cima e para baixo, brincando com a glande, com as veias; testando a paciência e o limite de Chan Yeol.
Limite este que chegou ao final em menos de três minutos. Chan Yeol logo colocou os pés sobre o peitoral de Baek Hyun, empurrando-o contra o chão, fazendo-o cair deitado. O ruivo sorria divertido, quando o maior ajoelhou mais uma vez, e antes que Baek Hyun pudesse pensar, o moreno levou os braços para a cintura dele, e também para os ombros, e em um movimento único de força e agilidade, Chan Yeol virou o corpo de Baek Hyun, colocando-o de costas para si. Automaticamente as pernas e os braços do ruivo se flexionaram, para que ele não caísse de cara no chão, e então o mais velho percebeu como estava.
De quatro. Em frente a vários espelhos.
— E agora eu vou te foder até você gozar gritando meu nome.
Antes que o ruivo pudesse raciocinar, o próprio Baek Hyun já estava literalmente rasgando a própria boxer, liberando seu membro que agora latejava, e doía, tamanho era seu tesão no homem atrás de si. 
Homem este que segurou na cintura do ruivo, empinando-o mais ainda, e quando teve o ângulo perfeito, levou o membro até a abertura de seu amante, roçando ali, ameaçando penetrá-lo, mas sem nunca o fazer.
Baek Hyun grunhia de raiva, e se movimentava mais para trás, em busca daquele pedaço do pecado, que sempre o fazia ter os melhores orgasmos. Chan Yeol levou as mãos até o sexo do ruivo, masturbando-o de leve, enquanto sua boca mordia toda a extensão dos ombros do mesmo, fazendo gotículas de sangue escorrerem por todo o desenho daquelas costas, e algumas até mesmo cair no chão. 
O ruivo olhou para frente. Ele então visualizou seu próprio reflexo. Mas antes que pudesse reparar mais do que em suas boca mordendo seus próprios lábios, ele teve de fechar os olhos, pois Chan Yeol estava o penetrando sem qualquer aviso prévio.
Baek Hyun estava sendo preenchido. Estava sentindo aquela dureza entrar em contato com seu corpo, com seu interior. Era o frio e pulsante pênis de Chan Yeol contra seu interior quente e apertado.
— CHAN.... AH! AH! — Baek Hyun ofegou, quando o moreno retirou-se de dentro dele, e voltou, desta vez penetrando devagar, entrando com lentidão, saboreando cada parte que ele rasgava, enquanto sua boca estava ocupada demais lambendo o sangue que escorria da ferida recém aberta no ombro direito.
Chan Yeol sorriu de canto, e emdireitou a coluna. Pegou nos cabelos macios de Baek Hyun, e puxou-os, fazendo o rosto do ruivo ficar empinado. Eles se olhavam através do espelho, e Chan Yeol começou a estocá-lo com violência. 
O próprio Baek Hyun sentia-se cada vez mais próximo do ápice. Sexo com Chan Yeol era sempre animalesco. Intenso. Prazeroso. Único.
O ruivo então tirou os olhos do reflexo de Chan Yeol, cuja expressão era de o mais delicioso prazer existente. Os olhos semicerrados, os lábios sangrando, o peitoral levemente suado, subindo e descendo. Então levou os olhos para o próprio reflexo.
E quase se envergonhando ao ver o que via. Não que fosse um homem cheio dos pudores, mas realmente, para quem visse e ouvisse, aquilo seria no mínimo vergonhoso. Os sons que o corpo dos dois faziam, era alto, era estalado, suado. 
Era o som do sexo bom.
E a imagem também. Baek Hyun via o sangue manchando seu corpo, via seu membro solto, e completamente endurecido. Via seu rosto contorcido de prazer. Ouvia sua garganta libertar urros de prazer, e gemidos ensandecidos. Via também seu cabelo ser puxado por aquelas mãos que eram capazes de fazer loucuras, e de causar calafrios intensos. 
O moreno deslizou para fora, devagar, como o bom filho da puta que era. E então entrou de novo. Penetrando, dando prazer, acariciando, alimentando aquela cena erótica. 
Chan Yeol apenas conseguia pensar em como era bom foder aquele homem a sua frente. E de como ele era deliciosamente saboroso. E foi isso que ele fez. Chan Yeol fodeu, fodeu incansavelmente. Fodeu até não suportar mais o peso do próprio corpo. 
E quando ele liberou seu líquido dentro do corpo de Baek Hyun, o outro não precisou de estímulo algum. Apenas o som que saía do fundo da garganta de Chan Yeol era o suficiente para que o orgasmo o atingisse como uma bala.
— CHAN YEOL! — Baek Hyun gritou, expelindo todo seu sêmen no chão, sentindo aqueles segundos maravilhosos em que o orgasmo domina cada célula do seu corpo.
O moreno afastou-se do mais velho, retirando-se de dentro dele. Em menos de dez segundos, ele já havia recobrado as forças, a consciência, e vontade de marcar aquele homem que tanto amava. Levantou-se, ignorando os pedaços de roupa espalhados pela sala. Ofereceu a mão para Baek Hyun, que aceitou de bom grado. 
Agora estavam de pé, e sorriam um para o outro, enquanto se beijavam mais uma vez, com avidez e necessidade. Era sempre maravilhoso sentir o sabor um do outro, não importa a hora ou a cirscunstância.
— Vamos lá para cima — Chan Yeol comentou, enquanto ofegava e colava mais seu corpo no do ruivo, fazendo-o sentir o quão empolgado estava. 
— Excitado de novo, Chan? — Perguntou Baek Hyun, acariciando a nova ereção do moreno, sentindo suas células se movimentarem em pura expectativa.
— Vampiro, amor.
Vampiros não precisavam respirar, comer, em termos, ou qualquer necessidade básica de um humano qualquer. 
Ou seja, não precisavam parar.
Postado por Scarlett Lefévre às 19:00

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