dezembro 12, 2017

Fetish


Fanfic de: A Irmandade da Adaga Negra
Classificação: +18
Contém: sexo e violência.


O cheiro adocicado dos malditos redutores estava impregnado no nariz de Vishous, misturado com o cheiro de uísque de Butch, e ele simplesmente não conseguia se controlar. As costas do tira estava na sua frente, e ela era enorme, o cabelo batendo na nuca estava parado, assim como todo o ar naquele armário. Rezando para nenhuma brisa entrar por ali, para nenhum dos dois fazer barulho, e principalmente rezando para não encostar na pele de O'Neal.
Vishous conseguia ver a respiração do cara ir e vir, a jaqueta negra levemente subindo e descendo. Um barulho alto veio do lado de fora do cômodo, ouviram o Sr X reclamar, bater em alguém, e então muito sons de socos e gritos. Não fazia a menor ideia do que estava acontecendo mas seu nariz sabia que haviam pelo menos dezoito redutores ali fora. Ele e Butch eram fortes, mortais, mas não estúpidos, portanto se fecharam dentro de um armário um tanto quanto pequeno e ali estavam, aguardando angustiados. Butch havia perdido o celular em algum momento daquela noite e Vishou deixara o dele no Escalade, que nesse momento se encontrava no pátio atrás do ZeroSum. Se amaldiçoou mentalmente, e puxou um longo suspiro, se odiando mais ainda em seguida pois o cheiro de Butch entrou em suas narinas como uma droga, e sua ereção quase estourou a braguilha de tão dura e desesperada.
Butch podia sentir o desejo palpável no ar, e queria poder dizer que era o efeito de alguma fêmea no cio, mas não tinha como. O cheiro da excitação de Vishous era delicioso, e ele não aguentava mais fingir que eram só amigos, que ele não sentia nada. Droga, como católico não tinha nada contra, mas nunca achou que pudesse acontecer com ele. Assim como nunca imaginou que seria transformado em vampiro, ou muito menos seria parte de uma profecia. Mas fazia sentindo, a treva e a luz juntas, inclusive seus corpos, transando com selvageria contra uma janela qualquer. Butch visualizou seu pênis entrando e saindo do corpo de Vishous, enquanto segurava sua bunda, o mantendo naquela posição, enquanto arremetia cada vez mais forte. 
Lendo sua mente, Butch ouviu Vishous gemer e a cabeça cair pra trás, o cheiro do corpo dele crescendo naquele cômodo como erva daninha, impregnando seu corpo e estrangulando seu membro que lutava pra sair daquela prisão e fazer exatamente como tinha imaginado. Mas não iria, não podia. Era ultrapassar todos os limites. Os barulhos cessaram, e pode ouvir os redutores deixando a casa; parecia que o redutor principal não estava satisfeito, porém Butch não dava a mínima. Sua única necessidade nesse momento era sair dali, e assim que ouviu o carro deixar o recinto abriu a porta do armário com pressa e foi surpreendido com uma queimação absurda no braço. Gritou e se jogou para trás, caindo no colo de Vishou, que o segurou prontamente.
- Tira, você está bem?
Butch queria responder, mas a queimação em seu braço não o permitia, apenas gemeu e tentou se levantar, porém Vishous o manteve ali, sentado em seu colo, sentindo sua ereção contra sua nádega. De repente Butch sentiu um calor familiar em seu braço, a dor desaparecendo. Butch se pôs em pé num pulo, porém ficou um pouco zonzo, estava fraco. Não se alimentava há um mês e havia consumido redutores demais na última semana, e agora sua pele havia recebido mais um golpe, e apesar da luz de Vishous o ajudar, ela não fazia o trabalho sozinha.
- Você está com fome. Posso sentir.
- Quando voltarmos para a Irmandade chamarei uma escolhida imediatamente.
- Sim... - Vishous suspirou.
- O que foi V? Também não estou feliz de ter que ficar aqui até o sol se pôr, mas faremos o que? Sem celular não dá pra chamar o Fritz. - Vishous não respondeu então continuou: - Droga, queria uma cama, ou um sofá agora, estou cansado.
- Queria que meu sangue fizesse o mesmo efeito que das escolhidas, assim poderia te alimentar.
Butch ficou estupefato. Queria isso. Queria que fizesse o mesmo efeito de saciedade e força, mas apesar disso também sabia que ele poderia beber de Vishous e que seria prazeroso do mesmo jeito, só não teria os benefícios vitais. Butch abriu o bolso da jaqueta, pegou seu cantil e deu um longo gole do uísque grey goose que tanto ele quanto V adoravam. Estava pronto para oferecer para Vishous quando deu de cara com seus olhos azuis colbato, tão próximos que não podia raciocinar. 
Foi então que Vishou o beijou. Na boca.
Vishous gemeu tão alto que sentiu vergonha. O gosto da bebida, com o fato de que estava tocando os lábios de O'Neal era suficiente para isso. V sentia Butch tenso, porém o cheiro não negava que ele estava tão afim quanto. Ah sim, Vishous tinha captado as imagens eróticas da mente de Butch, afinal, ele praticamente gritava, e estava louco pra conseguir colocar aquela fantasia em prática. A língua quente de Butch enfim se moveu, indo pra frente e encostando no lábio inferior de V., procurando espaço e entrando em sua boca, encontrando a sua, onde como duas cobras, começaram a duelar, a marcar território, a dominar. 
Butch num súbito surto de coragem, empurrou Vishous pra longe, o derrubando sobre os cobertores velhos que haviam no armário, a poeira subiu, mas nenhum dos dois se importou. Butch rasgou a camiseta branca de Vishous e mergulhou com tudo em sua garganta, as presas se enterrando em sua veia. A dor o invadiu seguida de um prazer imensurável. Butch sabia que ele nunca havia alimentado ninguém, e fazer isso com o tira era cruzar a linha. Sem se importar,  Butch continuou a sugar, enquanto sentia os quadris de Vishous se moverem para frente e para trás, a beira de um orgasmo. 
Gemendo, Vishous abriu a braguilha de Butch, expondo aquele pênis enorme e grosso que tanto queria. Abriu a sua também, e juntou os dois membros, suas duas mãos se fechando contra seus sexos, apertando, esfregando, simulando um sexo que com certeza aconteceria em poucos segundos. Butch largou sua veia apenas para gemer seu nome em sua orelha, e em seguida cravar as presas novamente. Foi o suficiente para Vishous gozar incontrolavelmente. 
Butch selou os furos, e partiu para o pênis de Vishous, dominado por um desejo de sangue e sexo, O'Neal colocou os lábios sobre a glande de V., e começou a lamber todo o sêmen que estava ali, gradativamente chupando mais e mais forte, até Vishous rebolar contra seus lábios e arremeter toda aquela carne grossa em sua boca, fundo até a garganta. Butch gemeu, chupando mais forte, até que Vishous gozou novamente. Limpou tudo com a língua, e sentindo que Vishous queria tomar a frente, Butch o empurrou de volta ao chão, com um olhar animalesco, deixando claro para V que ele não iria fazer nada até que Butch estivesse satisfeito.
Vishous estava entregue, nunca havia feito isso antes, mas para Butch estava completamente entregue - e sem o menor medo disso. O que seria até preocupante se não fosse absolutamente correto. Butch o beijou na boca, abrindo suas pernas após retirar sua calça de couro, como estava sem cueca ficou nu, pronto para ele. Butch desceu para os mamilos, o mordendo ali, causando dor, do jeito que V gostava. Então sua língua foi lentamente para o sexo dele, cuspindo em cima, alisando com a mão e então afundando a boca mais uma vez. Quando se deu por satisfeito, ao sentir que Vishous estava mais uma vez perto de outro orgasmo, Butch desceu mais ainda, chupando seus testículos, sentindo a textura das bolas em sua boca, e então, rompendo o limite final, Butch colocou a língua na entrada de Vishous.
Demorou três segundos para Butch perder a inibição. E quando o fez, Vishous viu estrelas. O tira lambia seu ânus e o masturbava com uma rapidez e agilidade violentas, seu corpo convulsionando, pronto para o orgasmo, mas droga, como queria tocar Butch também, queria tê-lo em sua boca, queria engolir todo seu gozo, queria beber dele. Mas faria isso outra hora, afinal, Butch não dava brecha alguma, apenas tomava tudo de V, e merda, ele daria tudo até estar exaurido. 
Butch abriu os olhos e Vishous o encarava com luxúria, um desejo cru que gostaria de morrer ali se pudesse. Seu pênis estava ficando roxo de tanta vontade de gozar, e seria satisfeito nesse momento. Levantou o corpo, levando sua pélvis para perto do rosto de V, que abriu a boca imediatamente. Butch foi chupado, gemendo e fodendo a boca de Vishous, que o recebia até a garganta. Após alguns segundos, Vishous ouviu um rugido delicioso sair da boca de Butch  e o mesmo abriu suas pernas, meteu dois dedos babados em seu ânus, e o penetrou.
Os dois gritaram quando Butch chegou até o fundo. O corpo de Vishous inteiro tremia, o orgasmo na ponta de seu pênis, estrangulado, louco pra sair, mas não agora. Butch começou a se mexer, entrando e saindo de dentro do corpo de V., exatamente como em sua imaginação, e após algumas dezenas de arremetidas, Butch começou a tremer.
- Goze pra mim, Butch.
Butch abriu os olhos, e não suportou a visão de Vishous sentado contra o pano, com as pernas abertas, seu pênis grosso e úmido em pé como um tronco, seu pênis mergulhando e saindo de dentro de seu centro... Gozou gritando o nome de Vishous enquanto sentia jatos quentes saindo de dentro de si. Quando abriu os olhos a barriga de V estava completamente suja, e pôs-se a lamber tudo mais uma vez, terminando em sua boca, pronto para mais um beijo. Saiu do corpo de V, e deitou-se ao seu lado. Não havia nem cinco segundos que relaxara, quando foi-se colocado de costas para o chão. As mãos de V prendiam as suas por trás, e seu pênis duro mais uma vez estava encostando em sua bunda.
- Agora é minha vez. 
Vishous sussurrou, arrepiando Butch inteiro, e então o mordeu.

Postado por Scarlett Lefévre às 16:32

0 comentários:

Postar um comentário